No dia 17 de abril de 2010 realizamos nossa Assembléia Geral para aprovação da nova redação do Estatuto Social e eleição da nova diretoria para o triênio 2010/13, que ficou assim composta:
Presidenta: Maria Helena Mozena Vice-Presidenta: Francisca Darci Quintino Bonacasata Secretaria: Raquel Fonseca de Camargo Secretário Adjunto: Eduardo Serra Tesoureiro: Mario dos Anjos Neto Tesoureiro Adjunto: Célio da Silva Secretário de Comunicação: Eiter Rodrigues Assistente Social: Clarice Ribeiro da Gama Conselho Fiscal: Efetivos:
Américo Aleixo Martins
Idoraldo Dassi Gonçales
Laércio Rodrigues Bernabé. Suplentes:
Eduardo Marandola
Grazieli Fabiane dos Santos
José Aparecido Froza.
À Claudomiro Pereira da Silva, fundador e 1º presidente da APDETT foi concedido o título de Presidente de Honra.
Parabéns aos associados da APDETT pelo processo democratico e fraterno no qual todos contribuiram com suas opiniões e presença.
"APDETT realiza eleição da nova diretoria neste sábado
A Associação das Pessoas com Deficiência da Estância Turística de Tupã (Apdett) realizará neste sábado, dia 17, às 16 horas, na Escola Estadual “Profª Helena Pavanelli Porto”, assembleia a fim de escolher sua nova diretoria e aprovar a nova redação do estatuto. Segundo o presidente e fundador da Apdett, Cláudio Silva, todos os membros da entidade devem participar da assembleia. A nova diretoria terá mandato no período de 2011 a 2013. Além de lutar pelos direitos das pessoas com deficiência, a Apdett desenvolve os trabalhos de conscientização e campanha que visa melhorar a acessibilidade nos estabelecimentos. Fundada em 2004, a Apdett sempre buscou parcerias com o poder público para melhorar a qualidade de vida dos deficientes. A associação tornou-se um instrumento de defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Por meio desta representação, a entidade desenvolveu ações que promoverão a inclusão social dos deficientes. A Apdett incentivou a instalação de rampas em prédios públicos e banheiros para deficientes nos eventos da cidade. Hoje, Tupã é uma referência na Alta Paulista pela preocupação em promover a acessibilidade. Todas as ruas da região comercial da cidade ganharam rampas com sinalização adequada. Silva lembrou que a Apdett lançou a campanha “Deficiente também é fã”. Em quase todos os shows promovidos em Tupã, a associação conseguiu levar deficientes para conhecer os artistas. Sem este trabalho, essas pessoas jamais teriam a oportunidade de tirar uma foto com seus ídolos. A Apdett tem planos para promover novas ações de inclusão e conscientização." (Jornal "Diário" de 14/4/20100)
Sábado, dia seis, eu estive presente na reunião da APDETT - Associação dos Portadores de Deficiências da Estância Turística de Tupã, que aconteceu a partir das dezesseis horas, na EE “Helena Pavanelli Porto”.
A entidade, embora já exista há alguns anos, tem ainda muita carência. O mandato da diretoria é de três anos, e termina no próximo mês de abril. Nova eleição vai acontecer e é unânime a intenção de eleger presidenta para o próximo período a senhora Maria Helena Mozena. Mulher dinâmica, muito entusiasmo, mas todos têm que levar em conta que há a necessidade de todos arregaçarem as mangas e se dedicarem em benefício da entidade, porque pelo que observamos muita coisa ainda precisa ser feita e embora haja muito dinamismo por parte da maioria, temos que considerar a entidade como um todo.
A intenção inicial é alugar uma sala para que possa, além de um local para as reuniões, ser montado um arquivo completo de todos os sócios, uma biblioteca e um local para leitura e estudos, e principalmente a entidade ter um endereço fixo, um ponto de referência, onde possa ser contactada com facilidade.
Mesmo você não sendo um deficiente, mas tendo um coração com sentimento puro, venha fazer parte desta instituição. Tenha a certeza de que todos serão bem vindos e que muito poderão fazer em benefício de todos.
Uma das coisas que eu pude observar nos associados que lá estavam é que nenhum procurou chamar a atenção para si como sendo ele um “tadinho” (tadinho é aquele que se acha o único sofredor no mundo). Ao contrário, todos animados, dando suas opiniões para que a entidade busque seu espaço em benefício de todos.
Venha participar. Traga o seu amor e carinho para lá somar com os já existentes.(Publicado no Jornal "O Diario" de Tupã em 9/3/2010)
Eiter Rodrigues, Bacharel em Direito e emAdministração de Empresas - (14) 3496-2545
NO DIA 24E FEVEREIRO DE 2010 UMA MULHER FOI BRUTALMENTE ASSASSINADA PELO MARIDO EM NOSSA CIDADE.
A TODAS AS MULHERES DE TUPÃ...
A DIFÍCIL ARTE DE SER MEULHER
Frei Betto
“Hours concours em Cannes, um dos filmes de maior sucesso no badalado festival francês foi “Ágora”, direção de Alejandro Amenabar. A estrela é a inglesa Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz coadjuvante em “O jardineiro fiel”, dirigido por Fernando Meirelles.
Em “Ágora” ela interpreta Hipácia, única mulher da Antiguidade a se destacar como cientista. Astrônoma, física, matemática e filósofa, Hipácia nasceu em 370, em Alexandria. Foi a última grande cientista de renome a trabalhar na lendária biblioteca daquela cidade egípcia. Na Academia de Atenas ocupou, aos 30 anos, a cadeira de Plotino. Escreveu tratados sobre Euclides e Ptolomeu, desenvolveu um mapa de corpos celestes e teria inventado novos modelos de astrolábio, planisfério e hidrômetro.
Neoplatônica, Hipácia defendia a liberdade de religião e de pensamento. Acreditava que o Universo era regido por leis matemáticas. Tais idéias suscitaram a ira de fundamentalistas cristãos que, em plena decadência do Império Romano, lutavam por conquistar a hegemonia cultural.
Em 415, instigados por Cirilo, bispo de Alexandria, fanáticos arrastaram Hipácia a uma igreja, esfolaram-na com cacos de cerâmica e conchas e, após assassiná-la, atiraram o corpo a uma fogueira. Sua morte selou, por mil anos, a estagnação da matemática ocidental. Cirilo foi canonizado por Roma.
O filme de Amenabar é pertinente nesse momento em que o fanatismo religioso se revigora mundo afora. Contudo, toca também outro tema mais profundo: a opressão contra a mulher. Hoje, ela se manifesta por recursos tão sofisticados que chegam a convencer as próprias mulheres de que esse é o caminho certo da libertação feminina.
Na sociedade capitalista, onde o lucro impera acima de todos os valores, o padrão machista de cultura associa erotismo e mercadoria. A isca é a imagem estereotipada da mulher. Sua autoestima é deslocada para o sentir-se desejada; seu corpo é violentamente modelado segundo padrões consumistas de beleza; seus atributos físicos se tornam onipresentes.
Onde há oferta de produtos – TV, internet, outdoor, revista, jornal, folheto, cartaz afixado em veículos, e o merchandising embutido em telenovelas – o que se vê é uma profusão de seios, nádegas, lábios, coxas etc. É o açougue virtual. Hipácia é castrada em sua inteligência, em seus talentos e valores subjetivos, e agora dilacerada pelas conveniências do mercado. É sutilmente esfolada na ânsia de atingir a perfeição.
Segundo a ironia da Ciranda da bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque, “Procurando bem / todo mundo tem pereba / marca de bexiga ou vacina / e tem piriri, tem lombriga, tem ameba / só a bailarina que não tem”. Se tiver, será execrada pelos padrões machistas por ser gorda, velha, sem atributos físicos que a tornem desejável.
Se abre a boca, deve falar de emoções, nunca de valores; de fantasias, e não de realidade; da vida privada e não da pública (política). E aceitar ser lisonjeiramente reduzida à irracionalidade analógica: “gata”, “vaca”, “avião”, “melancia” etc.
Para evitar ser execrada, agora Hipácia deve controlar o peso à custa de enormes sacrifícios (quem dera destinasse aos famintos o que deixa de ingerir...), mudar o vestuário o mais freqüentemente possível, submeter-se à cirurgia plástica por mera questão de vaidade (e pensar que este ramo da medicina foi criado para corrigir anomalias físicas e não para dedicar-se a caprichos estéticos).
Toda mulher sabe: melhor que ser atraente, é ser amada. Mas o amor é um valor anticapitalista. Supõe solidariedade e não competitividade; partilha e não acúmulo; doação e não possessão. E o machismo impregnado nessa cultura voltada ao consumismo teme a alteridade feminina. Melhor fomentar a mulher-objeto (de consumo).
Na guerra dos sexos, historicamente é o homem quem dita o lugar da mulher. Ele tem a posse dos bens (patrimônio); a ela cabe o cuidado da casa (matrimônio). E, é claro, ela é incluída entre os bens... Vide o tradicional costume de, no casamento, incluir o sobrenome do marido ao nome da mulher.
No Brasil colonial, dizia-se que à mulher do senhor de escravos era permitido sair de casa apenas três vezes: para ser batizada, casada e enterrada... Ainda hoje, a Hipácia interessada em matemática e filosofia é, no mínimo, uma ameaça aos homens que não querem compartir, e sim dominar. Eles são repletos de vontades e parcos de inteligência, ainda que cultos.
Se o atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual de durabilidade conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes são vencidos pela idade?
Pena que ainda não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica para a subjetividade.” (Publicado no Jornal "O Diário" de 8/3/2010)
APDETT - ASSOCIAÇÃODAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DA ESTÂNCIATURÍSITCIA DE TUPÃ
Que Deus nos capacite e nos fortaleça para juntos continuarmos nossa luta pela inclusão social das pessoas com deficiência e que essa luta seja um instrumento de conscientização de políticos, empresários, arquitetos e engenheiros que são os responsáveis pela qualidade da acessibilidade de uma cidade.
Que em um futuro próximo as pessoas com deficiência e os idosos possam utilizar as calçadas sem medo de quebrar o dedo do pé ou a roda da cadeira ou então bater os olhos, peito ou virilha nos ferros colocados displicentemente nos toldos usados pelos comerciantes para o sol não bater nas mercadorias e que os donos de bares e restaurantes entendam que se colocarem mesas nas calçadas dificultarão o ir e vir, direito esse de todo o cidadão.
Que em 2010 e nos anos seguintes sejamos cada vez mais respeitados como pessoas, pois especial todo ser humano é. “A construção de uma verdadeira sociedade inclusiva passa também pelo cuidado com a linguagem. Por isso vamos sempre nos lembrar que a pessoa com deficiência é, acima de tudo e simplesmente pessoa.”
“Tudo posso naquele que me fortalece”
Desejamos um ANO NOVO cheio de bons acontecimentos para todos!
Bernabé, Clarice, Claudio, Francisca Darci, Grazieli, Ivete, Lucia Maria e Maria Helena
A APDETT fez sua última reunião do ano no dia 05 de dezembro de 2009 com uma festa de confraternização na EE Profª Helena Pavanelli Porto. Realizamos 09 reuniões durante o ano e estamos aprendendo com o tempo que ser dirigente de uma Associção envovlendo pessoas com deficiência requer muita persistência e determinação, pois a falta de acessibilidade na cidade dificulta a participação nas reuniões daqueles cadeirantes que não possuem carro adaptado.
Eu aqui imaginando que todos vocês que entrarem nesse blog são formigas, pois desde há muito tempo ouço dizer que “conscientizar é um trabalho de formiguinha”, então formigas, desejo que nossa Associação seja cada vez mais conhecida e independente, pois nosso objetivo é a inclusão social do deficiente através da conquista de políticas públicas e que nunca percamos o foco de que nossa organização contribui para a construção de um mundo melhor para todos. Beijos fraternos!